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2001: Uma odisseia no espaço

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Nota: 8/10 Recentemente, enquanto assistia a uma série de ficção-científica de 2021 com efeitos visuais sofríveis, fiquei me perguntando como Stanley Kubrick conseguiu fazer o que fez e com os recursos que dispunha nos anos 60, e tive que, de uma vez por todas, me render a esta que é a maior obra-prima do cultuadíssimo diretor e quiçá o melhor filme de ficção-científica já feito. 2001 é uma película reflexiva, para ser vista e revista a fim de que seja possível captar sua poderosa mensagem. A fotografia, a exuberância e majestade das cenas, a trilha sonora épica, todas estas características unidas fazem com que o roteiro cativante possa encontrar um confortável abrigo. O filme inicia com um misterioso monólito preto chegando à Terra ainda na pré-história. Milhares de anos depois, uma equipe de astronautas é enviada para Júpiter com o intuito de descobrir as origens do estranho objeto, a bordo de uma moderna nave comandada por um computador com inteligência artificial chamado HAL. O gr

Bela Vingança

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Nota: 7,2/10 Carey Mulligan definitivamente mereceu e poderia ter ganho o Oscar por sua atuação, mas foi na categoria de melhor roteiro original que o filme levou sua estatueta para casa. E é pelas viradas de roteiro, principalmente pelo final, que na minha opinião foi um dos melhores desfechos que já assisti, que Emerald Fennell, que além de dirigir também assina o roteiro, mereceu a conquista. Achei o desenvolvimento do filme lento, com transições entre o suspense, comédia e drama não muito empolgantes, mas o final me pegou por completo. Fez o filme ser digno de ser assistido. Por isso que continuo sendo um ferrenho defensor do "assista até o final antes de dar sua opinião". Cassie (Mulligan) é uma mulher extremamente inteligente, que tinha uma vida muito promissora, mas simplesmente não "decolou". Ela já está na casa dos trinta e poucos anos, trabalha numa pequena cafeteria de sua cidade e devido a traumas do passado pratica uma espécie de caça a homens machistas

Ataque dos cães

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Nota: 7,5/10 A grande aposta da Netflix para o Oscar de 2022 é um filme muito bem realizado, um faroeste nada convencional com fotografia invejável, enredo metafórico e uma atuação de gala de Benedict Cumberbatch. Quem já conhece e admira o ator por outros grandes trabalhos como O Jogo da Imitação e o seriado Sherlock Holmes , vai se impressionar aqui. A entrega desmedida de Cumberbatch ao papel pode presenteá-lo com a estatueta de melhor ator. Na trama, conhecemos Phil Burbank (Benedict Cumberbatch), um fazendeiro rude e selvagem que destrata todos ao seu redor, inclusive seu irmão, George (Jesse Plemons), a quem se considera superior. A crueldade só se intensifica quando George resolve se casar com uma bela moça, Rose (Kirsten Dunst), mãe do jovem Peter (Kodi Smith-Mcphee). A partir daí, passamos a conhecer mais de perto a personalidade de Phil, e algo extremamente inesperado começa a acontecer.  The Power of the Dog, 2021, 2h06m. Dirigido por Jane Campion, com Benedict Cumberbatch,

Anjos da Noite: A Evolução

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Nota: 6,9/10 Len Wiseman caprichou na continuação deste filme de vampiros e lobisomens sombrio e cheio de ação, protagonizado pela bela Kate Beckinsale que, à epoca, era sua esposa. O visual do filme é arrasador, a história é bem contada e prende a atenção do início ao fim. Na trama, a vampira guerreira Selene (Kate Beckinsale) se une ao lobisomen Michael (Scott Speedman) para buscar pistas que elucidem a história de suas raças e o intenso conflito entre elas. Underworld: Evolution, 2006, 1h46m. Dirigido por Len Wiseman, com Kate Beckinsale, Scott Speedman e Bill Nighy.

Um Homem de Família

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Nota: 6,8/10 Jack Campbell (Nicolas Cage) é um executivo de Wall Street solteiro com uma carreira extremamente promissora, que ama ostentar suas posses e vida cheia de regalias em hotéis 5 estrelas, festas caríssimas, mulheres e carros luxuosos. Mas um belo dia Jack acorda numa espécie de realidade alternativa: ele não é mais rico, tem filhos e é casado com sua namorada da faculdade, vivendo uma vida comum no subúrbio. Agora, Jack terá que descobrir o que realmente está acontecendo ao comparar os dois rumos de vida que ele poderia ter tomado. Um Homem de Família é o típico filme natalino sentimental, onde Click , pra citar um exemplo, com certeza bebeu da fonte. Gosto das atuações de Nicolas e Téa Leoni, e principalmente da mensagem inspiradora que a história passa, de que nenhum sucesso é mais importante do que a felicidade na vida familiar é capaz de nos proporcionar.  The Family Man, 2000, 2h05m. Dirigido por Brett Ratner, com Nicolas Cage, Téa Leoni e Don Cheadle.

O Fugitivo

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Nota: 7,2/10 Richard Kimble (Harrison Ford) é um cirurgião de destaque que vive feliz ao lado de sua esposa, Helen (Sela Ward). Mas sua vida aparentemente perfeita desmorona quando Helen é brutalmente assassinada e ele é acusado de ter cometido o crime. Agora entregue à própria sorte, Kimble terá que escapar enquanto procura provar sua inocência. O Fugitivo é um filme bem a frente de outros de sua época, com tomadas de ação de cair o queixo. O enredo parece um tanto simples mas é desenvolvido de maneira interessante. Mas o destaque principal com certeza vai para Harrison Ford e Tommy Lee Jones, que contracenaram de maneira espetacular. Vale a pena conferir! The Fugitive, 1993, 2h10m. Dirigido por Andrew Davis, com Harrison Ford, Tommy Lee Jones e Julianne Moore.

Guerra ao Terror

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Nota: 7/10  Não acho que Guerra ao Terror seja um filme sensacional ou que traga grande novidade ao gênero. Confesso que decidi assisti-lo para tentar entender porque ele ganhou o Oscar de melhor filme num ano tão competitivo e que tinha outros grandes favoritos, como Avatar , Distrito 9 , Bastardos Inglórios e Up - Altas Aventuras (continuo engolindo o fato de ter ganho de Avatar , agora de todos os outros que citei ainda considero injusto). Mas enfim, o que realmente me agradou no filme foi a forma que ele foi contado, num estilo bem documental, e a atuação avassaladora de Jeremy Renner, indubitavelmente a melhor de sua carreira. Guerra ao Terror é um filme cru, sem exageros e que foca no realismo. É peça frequente numa boa lista dos melhores filmes de guerra já feitos. Durante a guerra do Iraque, o corajoso e arrogante sargento William James (Jeremy Renner) é realocado num time do esquadrão antibombas. Logo de início, sua equipe já bate de frente com seus métodos arriscados e nad