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Mostrando postagens de Setembro, 2019

Vingadores: Ultimato

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Nota: 8,4/10 Um dos maiores problemas existentes no sucesso: como mantê-lo? Como um novato cantor que estourou com seu álbum de estreia mantém o padrão e qualidade de sua primeira obra, ou até a supera? Como um atleta que teve uma carreira brilhante interrompida por uma contusão pode voltar a atividade melhor do que fora antes? Como um escritor responsável por dois best-sellers consecutivos é capaz de emplacar um terceiro? Como um ator que só esteve envolvido em excelentes trabalhos pode continuar durante toda a sua carreira em alto nível? Estes são apenas alguns exemplos de situações difíceis de se sustentar. Não é a toa que todas as celebridades que experimentam um sucesso astronômico tem em seus bastidores equipes inteiras estudando e desenvolvendo técnicas para assessorá-las com suas atitudes, seu visual, seus comentários na mídia, com sua parte psicológica e muitos outros atributos, a fim de que a pessoa continue no caminho do estrelato e ganhando muito dinheiro com seu t

15:17 - Trem para Paris

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Nota: 7/10 Sou fã de carteirinha dos trabalhos de Clint Eastwood. Apesar deste longa não ter recebido a atenção que merecia (na verdade,  15h17: Trem para Paris  foi massacrado por público e crítica), não deixa de ser mais uma agradável obra do renomado ator e diretor, que fez um filme totalmente diferente do que estamos acostumados a ver: uma trama extraída de um acontecimento real, protagonizada por três rapazes que de fato vivenciaram o ocorrido. Temos a oportunidade única de acompanhar de perto a trajetória dos três amigos, que passavam as férias na Europa e acabaram por descobrir um homem fortemente armado no trem para Paris. "The 15:17 to Paris", 1h34m. Dirigido por Clint Eastwood, com Spencer Stone, Alek Skarlatos, Anthony Sadler.

Quando Nos Conhecemos

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Nota: 6,4/10 Quando Nos Conhecemos é uma comédia bacana da Netflix! Começa bem monótona, mas acaba bem e vale a pena pelas atuações, apesar da história clichê. O ator Adam DeVine é simplesmente caricato! Seus trejeitos arrancam boas risadas. Na história ele interpreta Noah, um rapaz comum que conhece Avery (Alexandra Daddario) durante uma festa, e é simplesmente amor à primeira vista. O problema é que a paixão não é assim tão recíproca, e Avery logo começa um relacionamento com Ethan (Robbie Amell). Mas a sorte de Noah muda quando ele descobre uma espécie de máquina do tempo que o permite retornar várias vezes a um momento chave que, dependendo de suas atitudes, pode fazer com que Avery se apaixone perdidamente por ele. "When We First Met", 2018, 1h37min. Dirigido por Ari Sandel, com Adam Devine, Alexandra Daddario e Robbie Amell.

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal

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Nota: 7/10 Quando a crítica especializada debochou que Zac Efron foi escolhido para o papel de um dos serial killers mais terríveis que o mundo já viu apenas por ser um "rostinho bonito", eles erraram amargamente. E, se de fato o foi, não consigo entender de onde ele conseguiu extrair uma atuação tão visceral. Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal (prefiro mais o título original: Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile , que seria "Extremamente Perverso, Escandalosamente Cruel e Vil", em tradução livre, palavras essas as quais o juiz que condenou Bundy usou em seu julgamento) não é um filme convencional; não é portanto esperado que se assista esperando as manjadas e muitas vezes desnecessárias estratégias hollywoodianas: reviravoltas em vários momentos da trama, violência exagerada, nudez gratuita, e etc. Na verdade, não há nenhuma delas. Vemos aqui um filme maduro e que sabe o que quer desde o começo de sua projeção. O diretor, Joe Berlinger (o mesmo que d

Mãe e Muito Mais

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Nota: 7/10 Se você que está lendo a este texto é uma mãe, imagine a seguinte situação: seu filho mora num local bem distante. Hoje é dia das mães, e ele simplesmente esqueceu de te ligar, mandar mensagem, ou sinal de fumaça. Qual seria a sua reação? Você provavelmente iria surtar? Iria fingir que nada aconteceu? Ou iria partir numa viagem até a cidade onde ele mora, para descobrir em que ele está tão ocupado que não lembrou de felicitar a mulher que o trouxe ao mundo? É exatamente a terceira opção que estas três mães escolhem, botando o pé na estrada para saber em que pé anda a vida dos seus filhos. Mãe e muito mais é uma comédia sem ornatos, com o trunfo de ser tão natural que muitas pessoas irão se identificar com os personagens - sejam os filhos, sejam as mães. Apesar de alguns buracos no roteiro, é uma surpresa agradável e que deve ser assistida com os pés no chão, sem esperar mais do que a projeção pode oferecer. É também motivo para dizer que nem sempre o selo Netflix é sinal