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Mostrando postagens de Março, 2021

Palmer

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Nota: 7/10 Palmer é aquele típico filme que você não dá nada quando começa a assistir, pensando que vai ser mais do mesmo; mas consegue comover e envolver o espectador, bem como mostra uma boa performance do cantor Justin Timberlake atrás das câmeras! Um erro na minha opinião foi que algumas cenas facilmente descartáveis subiram a classificação do longa, que podia muito bem ser indicado para toda a família, não fosse por isso. Depois de passar mais de dez anos na cadeia, Palmer (Timberlake) volta para casa e começa a morar com sua avó, Vivian (June Squibb). Encontra dificuldades para arrumar um emprego na pequena cidade onde mora, e ainda tem de enfrentar o preconceito das pessoas pelo fato de ser um ex-presidiário. Mas aos poucos o homem vai se encontrando novamente, e conhece uma mulher que possui problemas com drogas e não cuida de seu filho como deveria. Palmer começa então a desenvolver uma forte amizade com o garoto, procurando ajudá-lo e também sendo ajudado no percurso.  Palmer

Lego Batman: O Filme

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Nota: 7,3/10 Bruce Wayne (Will Arnet) é um multimilionário recluso e solitário, que mora apenas com seu mordomo, Alfred (Ralph Fiennes). Mas Bruce esconde um grande segredo: na maior parte do tempo, ele assume a alcunha de Batman, vestindo um traje preto e lutando contra vários criminosos na corrupta cidade de Gotham. Mas apesar de Bruce estar acostumado a trabalhar sozinho, desta vez ele terá que unir forças com um assistente, chamado Robin (Michael Cera), e a filha do comissário Gordon, Barbara (Rosario Dawson) para impedir um de seus maiores inimigos de dominar a cidade: o Coringa. The Lego Batman Movie, 2017, 1h44m. Dirigido por Chris McKay, com Will Arnet, Michael Cera e Rosario Dawson.

Fúria Incontrolável

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Nota: 6,4/10 Apesar da premissa pouco criativa e dos furos de roteiro, a atuação de Russell Crowe consegue segurar Furia Incontrolável e ainda torná-lo um entretenimento regular. O ganhador do Oscar brilha na produção de baixo orçamento com seu vilão implacável e compulsivo, e a tensão aumenta em algumas cenas de forma inesperada, surpreendendo o espectador. Rachel (Caren Pistorius) é extremamente ríspida com um desconhecido (Russell Crowe) no trânsito. Mas o que ela não imaginava é que arrumou confusão com um homem extremamente instável e violento, e resolve começar a descontar todo o seu ódio sobre Rachel e todas as pessoas próximas a ela. Unhinged, 2020, 1h30m. Dirigido por Derrick Borte, com Russell Crowe, Caren Pistorius e Gabriel Bateman.

O Código

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Nota: 6,8/10 Gostei de O Código pois tem uma ação bem construída, o astro Jason Statham dando muita porrada, e uma história que, embora previsível (o herói protegendo uma pessoa indefesa), é bem desenvolvida. Mei (Catherine Chan) é uma garotinha que teve toda a sua família morta de forma brutal, mas foi salva de um subsequente sequestro pelo ex-policial Luke (Jason Statham). Ela possui uma combinação numérica valiosíssima gravada em sua memória, e se torna motivo de perseguição da máfia russa e chinesa, e até da polícia corrupta de Nova York. Agora, Luke terá que protegê-la com as próprias mãos, enquanto começa a descobrir que uma das gangues de criminosos ajudou a destruir sua família. Safe, 2012, 1h34m. Dirigido por Boaz Yakin, com Catherine Chan, Jason Statham e Chris Sarandon. 

O Caçador

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Nota: 7/10 O Caçador é um filme cruel, impiedoso e diria que até um pouco exagerado; mas há algo místico nele que faz com que o espectador queira assistir até o final. É mais do cinema coreano obrigatório, como Eu Vi o Diabo e  Old Boy : violência sufocante, tensão crescente e muitos plot-twists no enredo.  Joong-ho (Kim Yoom-seok, numa atuação madura)  é um ex-policial que decidiu tocar a vida como cafetão. Quando algumas de suas prostitutas começam a desaparecer misteriosamente, Joong-ho resolve ir fundo na investigação e acaba por se encontrar numa caçada contra um impiedoso assassino. O filme vale a pena, ainda mais para quem curte cinema coreano como eu.  Chugyeokja, 2008, 2h05m. Dirigido por Hong-jin Na, com Kim Yoom-seok, Jung-woo Ha e Yeong-hie Seo

Artista do Desastre

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Nota: 8,5/10 Thomas Wiseau é um aspirante a ator que foi vilão a vida inteira. Ele queria ser herói. O mocinho da vez. Segundo ele mesmo, já estava cansado de ser traído por todos: seus amigos, desilusões amorosas... Estava na hora de mostrar ao mundo o seu potencial... Só que não. Como dinheiro não era problema, ele resolveu ir com seu melhor amigo até um estúdio, contratar uma galera e começar a rodar um filme escrito, dirigido e protagonizado por ele. A história? Fala sobre um homem que leva uma vida confortável, tem uma bela esposa, mas que o trai com o seu melhor amigo. Nada original. Parece até com a própria vida dele, já que ele se diz traído por tudo e por todos. O tal filme custou em torno de 6 milhões de dólares, foi chamado de The Room e lançado em 2003, e é considerado por muitos o pior filme já feito. O resultado em bilheterias foi um tremendo fracasso. Principalmente por ser um filme totalmente B e pelas atuações nada convincentes de Wiseau. Mas o que ninguém esperava é q

Fé Corrompida

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Nota: 9/10 A trama começa com assuntos pesados, mas que poderiam ser desenvolvidos no "banho-maria" em mãos pouco inspiradas. Mas o roteirista e diretor Paul Schrader (que escreveu Taxi Driver , um dos melhores filmes de todos os tempos), sabia exatamente qual tom queria imprimir ao seu filme e decidiu não seguir pelo caminho mais cômodo. Pegou dois assuntos atualíssimos que não são tão relacionados quanto deveriam mas andam de mãos dadas: a religião e o meio-ambiente, a natureza criada por Deus. A união um tanto inesperada é feita com maestria, mesclando drama, fé e esperança neste suspense sombrio. A cada minuto que passa o longa vai se tornando angustiante, deixando o espectador cada vez mais impressionado e também assustado com os rumos que a narrativa irá tomar. O Reverendo Toller (Ethan Hawke) lidera uma pequena congregação que está prestes a realizar um evento de comemoração dos 250 anos em que a capela foi erigida. Ele é um homem extremamente devoto e preocupado em aj

Homem-Aranha 2

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8,5/10 Sam Raimi fez aqui um dos melhores filmes de herói já lançados. Ele é simplesmente épico, e de quebra superior ao primeiro, que também é excelente. Uma aventura completa: muita ação, um vilão de qualidade, um par romântico divertido (a moça charmosa e o rapaz nerd), e uma história esperta e bem amarrada, que cativa o espectador. Sam conseguiu criar um personagem que realmente trouxe a vibe dos quadrinhos: o amigão da vizinhança não deixa de ser um jovem perdido a assustado, que recebeu grandes poderes, mas como ouvimos na clássica frase de seu tio Ben, "com grandes poderes vem grandes responsabilidades".  Após um trágico acidente, o doutor Otto Octavius (Alfred Molina) perde sua amada esposa, e coloca o Homem-Aranha como principal responsável pela tragédia. Enquanto isso, Peter Parker (Tobey Maguire) continua escondendo o que sente por Mary Jane (Kirsten Dunst), pois tem medo que a proximidade dos dois a coloque em perigo; seu melhor amigo Harry Osborn (James Franco) t

A Bruxa

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7,4/10 O diretor Robert Eggers fez sua estreia na direção com o terror A Bruxa , adaptando o próprio roteiro. É um filme aparentemente simples, que aborda acontecimentos relativos as bruxas de Salém, e com um apelo religioso muito forte. Mas não se engane pela superfície: o longa contém todos os elementos que caracterizam um terror de qualidade. As interpretações são pungentes, a utilização do som é abusiva e cria o clima de tensão desejado, e a fotografia é inesquecível, bem como a ambientação e as locações, que são soturnas e magnéticas. O suspense cresce a cada minuto em torno do tema principal, algumas cenas são arrepiantes o suficiente para ficarem gravadas na memória por um bom tempo, e as coisas são explicadas de forma sutil, dando ao espectador a oportunidade de interpretar o que vê em tela de forma alegórica. Em minha opinião, estamos aqui diante de um dos melhores filmes de terror da década, e além de sermos apresentados a um roteirista e diretor notavelmente promissor, de qu

O Tigre Branco

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Nota: 7/10 Não é segredo pra ninguém que sou fã do cinema indiano. Ele é promissor, criativo, e tem muito material e atores bons a oferecer. De olho nisso, a Netflix reuniu uma turma de qualidade liderada pelo jovem talento Adarsh Gourav (já havia assistido um outro filme indiano com ele, chamado Mãe , e o rapaz realmente é bom) e entregou um filme marcante, daqueles que botam o dedo na ferida, e mostram o "outro lado": já que estamos tão acostumados a ver cenários incríveis, casas gigantescas, riquezas, bens e ostentação. Em O Tigre Branco somos apresentados a uma dura realidade que pode ser vivenciada na Índia, uma pobreza levada a níveis críticos, coisa que não é muito diferente do que sabemos existir em nosso país. Além disso, o filme é muito bem conduzido, conseguindo a façanha de ser divertido ao mesmo tempo que é cruel e realista.  Na trama, Balram (Gourav) é um garoto de origem extremamente pobre, sem muitas perspectivas de mudança já que vem de uma casta inferior, e